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7.8.18

Diário da Pré-candidata a deputada federal - custos de campanha


Fazer campanha política envolve muitos custos.Atualmente NÃO são permitidas doações de pessoas jurídicas (como empresas), APENAS pessoas físicas podem doar, num limite de 10% de sua renda anual.
Está permitido o uso de vaquinhas online (crowdfunding), mas como dito, somente doações de pessoas como eu e você.
Existe um fundo partidário que somou aproximadamente R$ 1,7 bilhão e foi distribuído aos 35 partidos existentes, mas não de forma igualitária. Os partidos que tem mais deputados federais e senadores no Congresso ganham muito mais. O que isso ocasiona? Um fortalecimento dos antigos partidos e dificuldades de consolidação de novos partidos, como a Rede Sustentabilidade.
Outra reforma recente fixa limites de gastos para cada cargo: 
- presidente 70 milhões, 
- deputado federal 2,5 milhões, 
- deputado estadual 1 milhão,
enquanto os valores para governador e senador variam conforme o eleitorado.
Essas quantias servem de teto, significa que não se pode gastar mais, mas compreenda, não significa que os candidatos receberam essa quantia, nem define o quanto receberão ou gastarão. Na convenção da Rede Sustentabilidade Santa Catarina, por exemplo, foi estabelecido que o nosso teto é de 25% do teto fixado por lei.

Quanto eu recebi? Por enquanto nada, se algo mudar eu faço novo post, todos os custos saem do meu bolso. Ainda que haja previsão de direcionamento de um percentual às candidatas mulheres, o dinheiro do partido Rede Sustentabilidade é pouco para a campanha da presidência e novas regras exigem que o partido tenha parlamentares no Congresso (cláusula de barreira) para vir a ter direito no futuro ao fundo $$$ e ao tempo de TV... POR ISSO, o foco da distribuição do fundo partidário nesse ano está em investir nos parlamentares já eleitos, que tem mais chance de serem reeleitos, do que de investir em novas candidaturas...
Mas vamos aos serviços envolvidos em campanha, que encarece muito o processo:
- advogado, porque existe uma série de regras sobre o que é permitido e não fazer, sob pena de multas que começam em 5 mil reais e vão a 30 mil reais... logo, melhor prevenir do que remediar... além disso, as regras eleitorais mudaram recentemente de modo que até quem já se candidatou outrora deverá reaprender o que pode e não (até o tamanho do adesivo permitido mudou); Some 700 reais por um contrato coletivo do partido para dúvidas genéricas, especialmente em período de pré-campanha.

- contador, porque há uma prestação de contas obrigatória e deve haver transparência quanto aos gastos; Some 1.250 reais num contrato coletivo com diversos outros candidatos.

- combustível e viagem, porque neste ano não elegeremos vereadores e prefeitos, que poderiam fazer uma campanha a pé (e olhe lá!) e sem ônus de estadia. os cargos disputados em 2018 são de nível estadual e  federal, e exigem uma quantidade muito grande de votos, requerendo empenho em mais de uma região. Exemplificativamente, para atender às reuniões do partido até o momento me locomovi a Joinville (reunião), Itajaí (reunião no dia do primeiro jogo da copa), Camboriú (entrevista de rádio), Biguaçu (encontro de pré-candidatos e lançamento da pré-candidatura do Portanova ao Governo, locomoções locais de bicicleta e no último final de semana fui a Brasília para a Convenção Nacional da Rede Sustentabilidade e para conhecer o Congresso, só a passagem foi uma facada de 1.200 reais aproximadamente.

- fotógrafo, porque a foto de campanha não é qualquer uma, deve ser de qualidade e refletir a imagem política; A foto que você vê na minha página foi resultado de um ensaio com Sidney Erthal e custou 400 reais.

- marketing e comunicação, porque hoje em dia a internet é uma estratégia essencial de comunicação com o eleitor e apesar de muita gente jovem como eu ter facilidade na utilização, é muito material a ser produzido e os profissionais sabem táticas de melhor aproveitamento. A comunicação deve ser coesa e seguir o padrão do partido e o público alvo do candidato;

- impressão de santinhos e folders, porque, apesar de adorar a ideia lixo zero, a primeira coisa que perguntei a um marketeiro foi: POSSO FAZER UMA CAMPANHA SEM SANTINHO? Ele foi veemente: não. santinho da muito voto. POSSO FAZER UM SANTINHO DIGITAL? Não somente, porque no dia da eleição o santinho serve de cola e não é permitido o uso de celular na urna.. então sim, vai ter santinha sim, quem sabe de papel reciclado para ser menos danoso ao meio ambiente..

- produção de vídeo e jingle - vídeos para a campanha fazem parte da estratégia de comunicação.
Já recebi a oferta de serviços de gravação de vídeo de um amigo cineasta, e conto com o auxilio de quem mais possa ajudar.
Atualmente a maior dificuldade está na contratação da equipe de marketing, porque, acostumados com os filões dos grandes partidos e também pelo fato desse serviço ser excepcional a cada 4 anos, as equipes de comunicação não aliviam no preço.
Veja abaixo o orçamento que recebi de um pessoal que sei que fazem um bom trabalho para parlamentares aqui de Santa Catarina, segue abaixo o print da resposta:
Sentiram a facada? Vou continuar em busca de uma alma que partilhe dos valores de sustentabilidade e renovação política para me ajudar voluntariamente, porque só hoje tive de dedicar muitas horas para atualizações online.
Além disso tudo, geralmente se conta com uma EQUIPE ($$$), composta por: coordenador de campanha (O Alexandre Lemos tem me feito a caridade de revisar comigo estratégias de campanha e as propostas e a Lili também, aos poucos mais voluntários vão surgindo como a Angela...), assessor de imprensa, fotógrafo para cobrir os eventos (meu irmão e em breve mais voluntários), psicólogo? risos... psicólogo não digo, mas pagar academia e Yôga é essencial pra manter a disposição e a sanidade.
Gente resumindo, é muita coisa e envolve muitos gastos para fazer direito e ter alguma chance em relação aos partidos consolidados, que tem malas de dinheiro.
Esses foram alguns dos gastos que tive até o momento, contando com a cooperação de todos que puderem. Começando pela curtida e compartilhamento da página oficial .
Tudo pela causa da transformação do Brasil com gente nova e contra a corrupção. Beijos!

27.7.18

Diário da pré-candidata a deputada federal

Introdução
Eu sou uma das mulheres interessadas na mudança política positiva para o Brasil.
No diário vou compartilhar como é o processo de se tornar um candidato e realizar campanha política.

Quem pode se candidata? Elegibilidade
Primeiramente, eu posso me candidatar porque... de acordo com a Constituição Federal, art.14, os critérios são: nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio no Estado e filiação partidária. Ah! E idade mínima de 21 anos para o cargo pretendido.
ok, ok, ok, ok, ok...

Período de Decisão 
A decisão de fato começou em março, com o meu interesse em ajudar a pré-candidatura ao governo de Santa Catarina do Prof. Portanova, seguida pelo conhecimento do novo partido denominado Rede Sustentabilidade. Demonstrei minha intenção de candidatura e o Prof. me convidou para uma reunião na qual estaria presente o Presidente da Rede em Santa Catarina, o Zunino.
Minha  primeira reunião foi dia 24 de março. Peguei um ônibus às 5h da manhã para Joinville. A reunião começava às 8h. A exposição do Zunino foi muito interessante, frisando a questão da comunicação não violenta, ao que eu imediatamente me identifiquei e sugeri a leitura da obra do Marshal Rosenberg. E o mais legal é que ele comprou o livro e na reunião seguinte deu o feedback. A Rede me ganhou ali.
Dia 12 de maio tivemos um encontro dos pré-candidatos na Aldeia Indígena M'Biguaçu (pensei - que partido diferente, veio se reunir no meio dos índios, gostei!) e subsequentes reuniões em que tratou-se de regras jurídicas, contábeis, cronograma, marketing, etc.

Período de pré-candidatura
O período de pré-candidatura acontece entre o momento que você disponibiliza ao partido intenção de candidatura e o dia da convenção do partido, realizada entre 20 de julho e 5 de agosto, quando o partido decide a lista de candidatos. A campanha de fato só pode começar dia 16 de agosto, por força de lei.

Desincompatibilização do serviço público
Sendo servidora pública, para não ter acesso a um público específico e influência desigual nas eleições (tsc, tsc...) no dia 7 de julho eu procedi a desincompatibilização, estando licenciada até o dia das eleições, dia 7 de outubro de 2018. Não imaginava como seria necessário, até perceber que teria uma coisarada pra fazer até mesmo antes da campanha.

Coisarada
No dia 9 de julho dei minha primeira entrevista sobre política, numa rádio de Camboriú. Viagem cansativa, saímos às 17h e retornamos 23h. Estávamos Portanova, Jane, Elias e eu. No mesmo dia pela manhã fizemos o ensaio fotográfico para a campanha. Dois dias depois, após a escolha e tratamento das fotos, a página do facebook foi criada e solicitado o crowdfundind (vaquinha online).
A convenção da Rede foi dia 20 de julho, pendente agora o registro para homologar a candidatura.
Semana passada foi agitada, precedida de reuniões para a recepção da presidenciável Marina Silva, que nos visitou na quarta e quinta-feira. Ela conheceu os pré-candidatos, alguns pontos-chave de Florianópolis, como a ACATE e a FIESC, fizemos fotos e vídeos, entreguei o material das propostas e atendemos a imprensa.
Aliás, na semana da convenção eu pensava: nossa senhora, já estou exausta agora, imagina daqui 2 meses?! Voltei pra academia para ver se ajudava na disposição.

Lista de afazeres de hoje, 27 de julho:
- Encaminhar formulário pra Ana, secretária da Rede, com dados e estratégias de campanha.
- Almoço com a R.C., sobre as iniciativas de Yôga e Moda Sustentável no Botânico - Rio Tavares.
- Pagar a mensalidade da Rede Sustentabilidade
- Enviar e-mail para o Tiê, que solicitou info sobre a Rede
- Fazer a lista de vídeos para gravar com o Alex domingo que vem
- Tarefas designadas na última reunião sobre marketing
- Pendente agendar a Reunião com o Gru*** e com o Ped***
- 15h Reunião do marketing equipe Portanova aqui em casa
- 17h50 Tentar ver o eclipse
- 19h reunião do grupo Mulheres na Política

11.6.18

Moda, Consumo de Recursos Naturais: Palestra de abertura da IX Semana do Meio Ambiente do TJSC

REPOST DA NOTÍCIA NO SITE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA em 11/06/2018 18:19
Semana do Meio Ambiente do TJ aborda o lado obscuro das roupas em evento inaugural

A Secretaria de Gestão Socioambiental do Tribunal de Justiça de Santa Catarina promoveu nesta tarde (11/6), no auditório Teori Zavascki, a palestra "Consumo, Moda e Recursos Naturais", como parte da programação da IX Semana do Meio Ambiente do judiciário catarinense.

A palestra foi ministrada pela servidora Luísa Bressolin, mestre em Direito Ambiental que abordou o assunto ao introduzir conceitos relacionados à moda, a diferenciação entre consumo e consumismo e obsolecência programada. A partir dessa explanação inicial, Luísa mapeou o impacto da produção do mercado de roupas nos oceanos, por exemplo, ao lembrar da campanha Mares Limpos, desenvolvida pela ONU.

Em um dos vídeos apresentados, a palestrante mostrou o impacto das microfibras - leia-se poliester, matéria prima de grande parte das roupas hoje produzidas - nos oceanos, já que este é o destino final das moléculas após grande quantidade de lavagens. A ideia principal do evento inaugural da IX Semana do Meio Ambiente do TJ foi instigar as pessoas com a pergunta "de onde vem as roupas que eu uso?", questionamento que conduz a um lado obscuro das vestimentas, que pode ser traduzido em trabalho escravo e impacto no meio ambiente, aspectos abordados pela Constituição Brasileira.
Fotos: Gamaliel Basílio/Assessoria de Imprensa TJSC
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)
Textos: Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa e Sandra de Araujo